Ao examinar um paciente com massa cervical, a primeira consideração deve ser a faixa etária em que o paciente se encontra: pediátrica (até os 15 anos), adulto jovem (16-40 anos) e adultos/idosos (acima dos 40 anos), uma vez que incidência de cada doença difere, dependendo da faixa etária estudada. Os pacientes pediátricos, geralmente, apresentam, com maior frequência doenças inflamatórias, comparando com doenças congênitas e menos ainda doenças neoplásicas; incidência semelhante aos adultos jovens. Em contraste, na terceira idade, a primeira hipótese deve ser sempre de neoplasia seguido de doenças inflamatórias e, por último, doenças congênitas.

A localização da massa cervical deve ser o segundo fator a ser considerado no diagnóstico diferencial. Em se tratando de neoplasias, a localização não é apenas diagnóstica, mas também apresenta fator prognóstico. Em um paciente não submetido à cirurgia cervical prévia, a disseminação de um carcinoma cervical e doenças inflamatórias segue as cadeias linfonodais de drenagem linfática, e à presença de um, a massa cervical em determinada localização pode ajudar na localização do tumor primário ou o sítio de infecção primária.

Além dessas considerações, o paciente deve ser examinado, individualmente, através de uma boa anamnese e exame físico para que os diagnósticos diferenciais sejam reduzidos e menos testes adicionais sejam necessários para o diagnóstico diferencial.

 

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